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Monstros comentaristas que não respeitam nem a dor de uma mãe que acabou de perder um filho, e invadiram não apenas sites de notícia como o perfil pessoal de Tati em redes sociais para tortura-la psicologicamente.

Yuri tinha 19 anos, algumas passagens por furto e roubo e foi morto no Rio de Janeiro, na Cidade de Deus, a famosa favela do filme de 2002. De lá pra cá nada mudou, e, segundo a PM, Yuri morreu numa troca de tiros com os policiais. Segundo os monstros, por culpa de Tati.

Não vale a pena reproduzir aqui os comentários e quem tiver estômago para encará-los basta uma pesquisa rápida.

Mas fico imaginando se o filho assassinado não fosse de uma cantora de funk preta, mas sim de uma atriz global e loira. Quem sabe um dos “jovens universitários” que vendem drogas em bairros da zona sul, segundo o Globo – que sempre reserva a palavra “traficantes” para pretos favelados. Será que os monstros atacariam do mesmo modo? Duvido.

São criaturas racistas e sádicas, possivelmente incuráveis. Já para os PMs talvez ainda exista salvação.

A esperança é a de que percebam que essa classe média e alta que adora dizer que bandido bom é bandido morto também não está nem aí caso o morto seja o policial.

É claro que vão dizer que ligam sim, vão tirar selfies em suas micaretas políticas, elogiá-los quando matam suspeitos em favelas, mas no fundo não se importam de verdade, preferem acreditar que essa guerra longe de seus olhos os deixarão mais protegidos.

Ligam de verdade somente quando o morto é um deles, e o assassinato ocorre num bairro de classe média ou alta. E isso não por empatia, mas por medo de que fossem eles próprios.

Enquanto isso, segue o genocídio de policiais, traficantes, suspeitos e inocentes nas favelas. Enquanto há festa regada a todo tipo de droga em qualquer esquina chique da cidade.

Mas o mais triste do assassinato do filho de Tati é que ele morreu em vão. Que nada vai mudar a partir dessa morte. É só mais um preto, suspeito de envolvimento com o tráfico, e muitos outros ainda morrerão exatamente do mesmo modo.

Numa guerra que de tão absurda sequer pode ser chamada assim, já que toda guerra deve ter no horizonte o seu final.

Não há nenhuma possibilidade de vencer as drogas, e tampouco é isso o que se busca com o genocídio nas favelas.

À Tati, apenas nossos mais sinceros sentimentos de solidariedade e compaixão.

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