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A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu nessa sexta-feira que LGBTs tem direito ao casamento e por isso vemos tantos arco-íris no Facebook ou no Google.

Essas e outras empresas, aliás, já transformam os arco-íris em dados que servirão de base para pesquisas e leis.

O Big Data é um novo Deus, fundamentalistas irão pirar.

Trata-se de um momento histórico, mas no Brasil não temos muito o que comemorar e Assembleias Legislativas de oito estados retiraram dos Planos Estaduais de Educação referências a identidade de gênero, diversidade e orientação sexual.

Esses planos contêm diretrizes sobre o que deve ser ou não ensinado nas escolas brasileiras pelos próximos dez anos.

As críticas mais enfurecidas são direcionadas ao que fundamentalistas chamam de “ideologia de gênero”, que, na verdade, nada mais é do que uma educação que trate sobre humanos que existem e importam, tanto quanto qualquer ser humano.

Lésbicas, gays, travestis e transexuais existem, é um fato e não uma ideologia. Ideologia é ex-gay, como se na sexualidade existisse uma linha divisória, e que coubesse a sua razão escolher de qual lado ficar.

Isso não existe, é uma ideologia equivocada, já que a orientação sexual não é controlada por nós, ou poderíamos nos sentir atraídos por quem quiséssemos.

Do mesmo modo ninguém que nasce com órgãos sexuais de um sexo, escolheria ser de outro gênero, que não fosse aquele com o qual se identifica. Por que alguém faria isso?

E se você não sabe a diferença entre orientação, gênero, sexo e identidade é por que muitas escolas ainda não ensinam.

Talvez também não ensinem que cada um tem o direito absoluto sobre o próprio corpo, desde que não atrapalhe a liberdade de outro.

Que é esse o pacto social que o Estado precisa preservar e ensinar nas escolas, e nada tem de religioso.

É simplesmente apresentar uma parcela da população que existe e tem todo o direito de existir, não importa o que digam os crentelhos, fiscais do corpo alheio.

Mas a decisão dos deputados brasileiros deve impedir que muitos materiais didáticos contenham verdades sobre esse mundo, em prol dos mundos religiosos que os fundamentalistas pretendem ou fingem representar. É a história a se repetir.

É triste, mas não o suficiente para impedir que políticas sejam desenvolvidas independente disso.

As mudanças na educação não dependem necessariamente desses deputados, bastam educadores comprometidos com a diminuição do preconceito. E mesmo trocar a foto do perfil do Facebook pode ajudar.

Por uma sociedade que não se choque com o afeto ou com arco-íris, mas apenas com a violência e a intolerância.

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2 thoughts on “A “ideologia de gênero” não existe. O que existe é o mundo

  1. Deixe cada um ser o que quer ser, e parem de impor essa ideologia gay a todos. Seus extremistas, fascistas. Querem provocar uma mudança cataclísmica no mundo, disseminando a massificação do pensamento e alienando nossas pobres e inocentes crianças. Tirem as suas mãos sujas de nossos filhos, seus pervertidos!

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