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De tempos em tempos, ou  mais precisamente quando a discussão a respeito da democratização/regulamentação da mídia avança ou o governo sinaliza para alguma mudança, a velha mídia entra em polvorosa.

Um corte nas verbas multimilionárias da publicidade estatal, que ainda hoje continuam concentradas em poucos veículos, fará com que esses poucos veículos assistam à prória queda inevitável ainda mais rápido.

A queda é inevitável porque na internet os privilégios de que gozam há tanto tempo, como a reserva de mercado e a pouca concorrência, tendem a desaparecer.

Em certo sentido já desapareceram, o que torna bastante estranho, por exemplo, a forma como o blogueiro da Veja Reinaldo Azevedo se refere a outros blogs, como “blogs sujos” ou “subimprensa”, sendo ele próprio um blogueiro, e muitas vezes menos acessado do que esses da “subimprensa”.

Em um artigo recente ele pergunta qual critério o governo utilizaria para redistribuir as verbas federais.  “Número de acessos? Alinhamento ideológico? Simpatia pessoal? Outro ainda mais inconfessável?”

Mas ora, algum critério precisa ser adotado, não? Ou toda a verba continuará destinada as mesmas poucas famílias que colonizaram a mídia brasileira? Até quando?

Por isso a principal discussão me parece ser exatamente essa trazida sem querer pelo blogueiro. Uma discussão sobre os critérios a serem adotados e não se a mídia deve ou não ser democratizada, pois isso já acontece, só irá aumentar daqui para frente e é tão irreversível quanto a internet.

Dizer que a redistribuição das verbas publicitárias estatais  é uma forma de o governo financiar veículos que o apoiem, parece assim muito mais má-fé do que ignorância. Medo de perder os privilégios, que fatalmente perderão ou já perderam, mas ainda são incapazes de lidar com isso.

Nada impede que um veículo de direita, de extrema-esquerda ou anarquista consiga verbas, basta serem definidos os critérios, e que não conste entre eles a posição no espectro político. Ou talvez melhor, que se garanta a pluralidade dessas posições, desde que não preguem discursos de ódio.

Redistribuir a publicidade dessa forma, assim como rever o sistema de concessões públicas é uma maneira de tentar garantir que toda a sociedade seja contemplada, o que hoje não acontece.

Muitos já não assistem à Globo e outros tantos não leêm a Veja, mas o governo precisa fazer com que suas campanhas cheguem também a essas pessoas.

Isso é tão óbvio, que impressiona como pode alguém acreditar em Azevedo et caterva ou mesmo que eles próprios acreditem.

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