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Laguna Internacional, à noite, é vazia.

À beira-mar de uma praia deserta, dezenas de ruas desertas, cortadas por um asfalto impecável a separar os lotes de grama curta e bem cuidada.

Um condomínio de mansões ocupa o início de Laguna Internacional, mas o restante do terreno, uma área de mais de trinta campos de futebol, ainda é vazio e silêncio.

No horizonte, há alguns quilômetros dali, as luzes do centro da cidade aparecem sob à névoa úmida do ar noturno. Pessoas, não se vê nenhuma. No máximo, vez ou outra, carros a vagar sem rumo que surgem e passam sem deixar vestígios. Que apagam os farois nas esquinas mais distantes, à procura de solidão.

A penumbra da lua cheia no descampado permite uma boa visão ao redor e qualquer aproximação pode ser percebida à distância, mas é estranha a sensação de não haver nada com o que se preocupar. Nenhuma ameaça num raio de quilômetros. Nem gente, nem animais selvagens, fantasmas, alienígenas, tempestades, telefones celulares…

Parece que, de fato, ali naquele instante, mal algum é capaz de se aproximar e todas as armas podem ser abandonadas, todos os medos que nos mantém em alerta contra as ameaças do cotidiano.

Em Laguna Internacional, nas noites claras de lua cheia, o medo não encontra um objeto e então se transforma em angústia ou serenidade.

No úmido e místico ar noturno daquelas ruas, em perfeito silêncio as estrelas.

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