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silencio

Das muitas definições e teorias a respeito do amor, essa foi a mais forte que eu já encontrei.

A partir de hoje se alguém me perguntar o que é o amor eu respondo: “O amor é silêncio”.

Li isso em um artigo de Sri Prem Baba, um mestre brasileiro de Yoga, mas deve ser encontrado em diversos outros escritos baseados na sabedoria do Oriente, principalmente textos budistas ou taoístas.

Já li muitos que se aproximam dessa ideia, mas nenhum que a formulasse de maneira tão simples e direta, com apenas um predicado: “Sempre haverá barulho lá fora, mas o amor é silêncio”.

O mais completo silêncio interior.

A mente livre de qualquer ideia, discurso, representação ou julgamento, a se relacionar de modo intuitivo e sereno com tudo o que surge diante dela. Uma espontaneidade primordial que ultrapassa qualquer possibilidade de racionalização.

Ainda assim, talvez seja a razão quem possa nos ajudar a compreender melhor o que diz Sri Prem Baba, ao enterrar pela lógica e de uma vez por todas as questões impossíveis. Aquelas que desde que surgiram como dogmas ou filosofia nunca nos deixaram em paz – também chamadas de metafísicas. E então a experiência comprove a definição de Sri Prem Baba.

Porém, não é nada fácil silenciar o discurso interno.

É esse discurso que nos acostumamos há muito tempo a reconhecer como nós mesmos.

Nossos desejos e medos transformados em uma linguagem que tenta nos explicar o que fazemos no mundo. A se apegar a conquistas, medir fracassos e nos alertar de que o tempo passa e que corremos perigo, pois tudo no mundo é impermanência.

Um discurso que parece útil a nossa sobrevivência, mas que nos impede de amar.

O amor é silêncio porque é apenas no silêncio que ele existe.

Quando conseguimos, nem que por apenas alguns instantes, soltar completamente de tudo o que mantemos à superfície da consciência. Quando conseguimos sentir que o corpo se movimenta ao mesmo tempo que o pensamento, com uma confiança extraordinária.

Talvez nesse momento, e apenas nele, somos capazes de amar.

Atingir o Nirvana, o Céu ou o Paraíso é assim conseguir que esse momento dure até a morte. E deixar ao que vem depois, apenas silêncio e gratidão.

O amor é silêncio.

Deus, a quem agradecemos pelo eterno barulho lá fora.

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2 thoughts on ““O AMOR É SILÊNCIO” – UMA DOUTRINA ORIENTAL

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