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1set2014---candidatos-a-presidencia-da-republica-participam-de-debate-promovido-pelo-uol-folha-de-s-paulo-sbt-e-a-radio-jovem-pan-nesta-segunda-feira-1-no-estudio-do-sbtem-sao-paulo-1409605046438_956x500
 
Só um fato bombástico de repercussão planetária evitará um segundo turno entre Dilma e Marina, mas até agora foram os debates com os sete candidatos principais o ponto alto das eleições. 
 
A sua maneira, cada um contribuiu, uns mais e outros menos.
 
A lista abaixo segue em ordem crescente: dos candidatos que menos contribuíram em direção aos que mais contribuíram. 
 
Qualquer tentativa de ser imparcial, baseado em pesquisas, estatísticas ou outras ferramentas que simulem neutralidade foi abandonada e a lista está definida de acordo exclusivamente com a opinião deste eleitor/jornalista, que a compartilha com quem se interessar.
 
1 – LEVY FIDELIX
 
Com o aerotrem deixado de lado, o candidato do PRTB contribui principalmente com humor involuntário e a produção de memes na internet. Talvez possa ajudar também na reforma política e extinção de partidos oportunistas.
 
 2 – PASTOR EVERALDO 
 
Em defesa fundamentalista da família “como está na Constituição” e do estado mínimo, Pastor Everaldo serve mais de contraponto aos outros candidatos do que como alguém a ser levado a sério. Sua candidatura – e a baixíssima adesão a ela -, contudo, parece importante para mostrar que a maioria dos evangélicos não são tão extremistas quanto o pastor. Ou mesmo que não votam em função da crença religiosa dos candidatos.  
 
3 – AÉCIO NEVES – DILMA ROUSSEF – MARINA SILVA
 
Chamados por Luciana Genro de “gêmeos siameses”, Aécio, Dilma e Marina não chegam a apresentar nada de novo,  mas se complementam, um lançando luz sobre a candidatura do outro, o que lhes garante esse terceiro lugar compartilhado.
Aécio reflete a raiva nutrida pelos conservadores em relação a quem chamam de  “esquerdopatas”, “petralhas” ou “comunistas” e afirma ser capaz de tomar medidas impopulares para assegurar o crescimento do PIB, mas não chega a defini-las claramente. Faz críticas genéricas e superficiais nos debates, todas voltadas ao PT e com foco principalmente na área econômica. Com a derrota tecnicamente garantida, parece se esforçar agora mais em prejudicar Dilma e talvez conseguir lugar num eventual governo de Marina do que em explicar suas propostas.
 
Já Dilma aproveita o tempo para defender as políticas do primeiro mandato, boa parte delas criadas no governo Lula e outra parte ainda no de FHC. Rebate as críticas de Aécio afirmando que as medidas impopulares são na verdade apenas um retrocesso nas medidas sociais adotadas pelos petistas.  Parece sugerir que o PT faz o que é possível a um partido de esquerda no atual sistema,  o que faz com que receba críticas tanto da esquerda quanto da direita. 
 
E enquanto PT e PSDB trocavam acusações e ofensas, Marina surgiu como a síntese desses governos, como se fosse capaz de captar apenas o lado bom de seus antecessores. Reconhece os avanços na área econômica realizados pelos tucanos, assim como elogia o trabalho do PT na área social. Seu discurso, porém, soa um tanto vazio e oportunista, recheado de frases de efeito moral e promessas que prefere deixar subentendidas – ou então muda de idéia. É assim a candidata mais imprevisível. 
 
4       – EDUARDO JORGE: 
 
Sem chances reais de ser eleito, Eduardo Jorge pode focar em temas controversos, que sem ele ficariam de fora do debate. Sua proposta mais ousada e menos popular trata da questão das drogas – que parece um tema menor, mas não é. A política de combate, na forma atual, produz uma guerra inútil que mata milhares de inocentes todos os anos, superlota presídios com pequenos traficantes e usuários e suga boa parte dos investimentos em segurança pública, sem diminuir em nada o problema. Além de garantir que grupos criminosos fiquem com os lucros de uma indústria multibilionária que não paga impostos. A nova política em relação às drogas defendida pelo candidato do PV é uma causa humanitária. Na área de segurança pública, a mais importante. 
 
 5 – LUCIANA GENRO:
 
A candidata do PSOL concentra o seu discurso principalmente no que, de fato, há de mais urgente no Brasil: o combate à desigualdade. Propõe uma reforma tributária radical, a taxação de grandes fortunas, o fim do fator previdenciário e diversos outros pontos que convergem numa mesma direção: redistribuir a riqueza, hoje (e há muito tempo) absurdamente concentrada no chamado 1% mais rico. Ainda não parece ter chance de fazer com que suas propostas passem pelo Congresso, mas é capaz de tratar a questão de modo muito mais lúcido do que até hoje já foi feito por partidos à esquerda do PT. 
 
Que depois das eleições, nenhum deles seja esquecido. 
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